A cena política de Santa Catarina ganhou novos capítulos de tensão nesta terça-feira (17), envolvendo lideranças de peso e movimentações que podem impactar diretamente as eleições estaduais.
O ex-governador e ex-senador Jorge Bornhausen afirmou que irá cobrar explicações do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), sobre uma reunião realizada na semana passada com o governador Jorginho Mello (PL), na Casa d’Agronômica, em Florianópolis.
Segundo Bornhausen, o encontro teria envolvido uma possível articulação política com oferta de cerca de R$ 300 milhões em investimentos para Chapecó. Em contrapartida, João Rodrigues abriria mão de disputar o Governo do Estado nas próximas eleições — informação que, se confirmada, pode ter forte repercussão no cenário eleitoral.
Racha no PSD
A crise interna do PSD também ganhou força com a confirmação do pedido de expulsão do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto. A informação foi confirmada pelo presidente estadual da sigla, Eron Giordani, evidenciando o clima de divisão dentro do partido.
MDB dividido sobre alianças
No MDB, o cenário também é de indefinição. A sigla avalia lançar candidatura própria ao Governo do Estado, mas considera como segunda opção uma aliança como vice na chapa de João Rodrigues. Outras possibilidades incluem apoio a Gelson Merísio (Solidariedade) ou até mesmo a reeleição de Jorginho Mello.
Apesar disso, uma ala de deputados estaduais defende a manutenção da aliança com o PL, mesmo sem espaço na majoritária. Entre eles estão Jerry Comper, Emerson Stein, Antídio Lunelli e Fernando Krelling, além do suplente Cleiton Fossá.
Progressistas também enfrenta divisão
O Progressistas (PP) segue igualmente rachado. Parte da executiva estadual, liderada por Leodegar Tiscoski, além de Aldo Rosa e Silvio Dreveck, já teria sinalizado apoio à reeleição de Jorginho Mello.
Por outro lado, o senador Esperidião Amin enfrenta dificuldades dentro da própria sigla. Sem espaço garantido na composição majoritária, uma eventual candidatura ao Senado poderia ocorrer de forma isolada, com menos força política.
A situação se complica ainda mais devido à federação com o União Brasil, cujo presidente estadual, Fábio Schiochet, defende apoio a João Rodrigues.
Bastidores e disputa pelo poder
Nos bastidores, o governador Jorginho Mello atua para isolar João Rodrigues e enfraquecer uma possível candidatura adversária, tentando abrir caminho para sua reeleição.
Com disputas internas, alianças indefinidas e articulações de bastidores, o cenário político catarinense segue em ebulição. A tendência é de que o clima esquente ainda mais nos próximos meses, à medida que se aproximam as convenções partidárias e as definições para a corrida eleitoral.

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