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Policial militar é baleado durante operação contra esquema de fraudes em atestados médicos em Camboriú

Na madrugada desta terça-feira (5), um policial militar do 12º Batalhão da Polícia Militar foi baleado durante o cumprimento de mandado judicial no bairro Cedros, em Camboriú. A ação faz parte de mais uma fase da Operação Efeito Colateral, realizada em apoio ao Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO).

De acordo com informações, equipes do Tático cumpriam mandados de prisão e de busca e apreensão quando, ao acessarem a residência do alvo e se identificarem como policiais, foram surpreendidas por disparos de arma de fogo efetuados pelo suspeito.

Durante a ocorrência, um cabo da Polícia Militar foi atingido na perna esquerda. Diante da agressão, os policiais reagiram, neutralizando a ameaça e garantindo a segurança dos presentes no local.

O autor dos disparos foi preso em flagrante e encaminhado à delegacia. Na residência, foram apreendidas uma pistola calibre .380, um revólver calibre .38, uma espingarda calibre 12, além de diversas munições e outros materiais de interesse da investigação.

O policial ferido recebeu atendimento imediato e, segundo informações, está fora de risco.

Operação investiga fraude para beneficiar detentos

A Operação Efeito Colateral foi deflagrada na manhã desta terça-feira pelo GAECO, órgão ligado ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), com o objetivo de desarticular um esquema criminoso envolvendo a emissão de atestados médicos falsos para beneficiar detentos do Complexo Penitenciário de Itajaí.

Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão e 37 mandados de busca e apreensão em diversas cidades de Santa Catarina — incluindo Camboriú, Itajaí, Balneário Camboriú, Itapema e Joinville — além de municípios no Paraná.

Durante uma das abordagens, um dos alvos reagiu atirando contra os policiais, resultando em sua prisão em flagrante. Foi nesse momento que o policial militar acabou sendo atingido.

Esquema envolvia advogado e médico

As investigações apontam que uma advogada atuava em conjunto com um médico para emitir atestados ideologicamente falsos, simulando doenças graves inexistentes. Os documentos eram utilizados para fundamentar pedidos de prisão domiciliar.

Segundo o GAECO, muitos dos beneficiados pelo esquema seriam lideranças criminosas que, após obterem o benefício, rompiam tornozeleiras eletrônicas e fugiam, aumentando a gravidade da situação.

Apreensões e continuidade das investigações

Durante a operação, foram apreendidos mais de R$ 100 mil em dinheiro, armas de fogo, 64 munições, 18 celulares e diversos equipamentos eletrônicos, além de documentos que passarão por análise pericial.

Mais de 200 agentes das forças de segurança participaram da ação, incluindo policiais militares, civis, penais, bombeiros e integrantes da Polícia Científica, que também atua na preservação e análise das provas coletadas.

Os dispositivos eletrônicos apreendidos serão submetidos à perícia técnica, com o objetivo de aprofundar as investigações, identificar outros envolvidos e delimitar responsabilidades.

Nome da operação

O nome Efeito Colateral faz referência, de forma metafórica, às consequências negativas geradas pelo uso indevido da atividade médica. Segundo o Ministério Público, a emissão fraudulenta de documentos impacta diretamente o sistema de justiça, resultando na concessão indevida de benefícios legais e comprometendo a credibilidade das decisões judiciais.

O caso segue sob sigilo, e novas informações poderão ser divulgadas conforme o andamento das investigações.

Written by Redação

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