E o inevitável finalmente deu as caras no tabuleiro político de Balneário Camboriú. O “Piriquito” acabou ficando para trás dentro do Republicanos, enquanto o vereador “TikTok” ops, Victor Forte, já se movimenta sem pudor: declarou-se pré-candidato a deputado estadual. Nos bastidores, a dobradinha com Fabrício Oliveira mirando Brasília já é tratada como praticamente certa. Política é timing e, ao que tudo indica, teve gente que perdeu o compasso.
Enquanto isso, uma dor de cabeça jurídica começa a ganhar corpo. O promotor de Justiça aposentado Rosan da Rocha resolveu bater de frente com a “doação” do Hospital Ruth Cardoso. Entrou com ação pública contra o Município e o Governo do Estado, questionando a forma como a estadualização foi conduzida. Não é de hoje que ele critica o processo e já levou o caso ao Tribunal de Contas, onde ainda aguarda análise. Na prática? Difícil acreditar em uma reviravolta. Mas no dia a dia da população, a percepção é clara: se antes já havia problemas sob gestão municipal, com o Estado a coisa não engrenou e, para muitos, piorou.
No Legislativo, a novela do microzoneamento chegou ao capítulo decisivo ao menos por enquanto. O projeto que redefine o uso e ocupação do solo passou com 17 votos favoráveis, após sessões marcadas por tensão, discursos duros e muita pressão. No dia da votação, casa cheia e mais de três horas de debate até a aprovação final.
Foram 53 emendas protocoladas, das quais 30 acabaram aprovadas, mexendo diretamente em interesses sensíveis, especialmente no setor da construção civil. Agora começa outro jogo: a sanção. Vai passar inteiro ou vem veto por aí? Façam suas apostas. Por aqui, a sensação é de que dificilmente o texto será mantido na totalidade. Tudo, claro, “pensando no crescimento da cidade”… e não se pode falar em Balcão de negócios kkk
E como se não bastasse, mais um capítulo que respinga na credibilidade institucional. O Conselho Nacional do Ministério Público decidiu, por unanimidade, pela demissão do promotor André Otávio Vieira de Melo, que já atuou em Balneário Camboriú e saiu daqui sob uma nuvem de denúncias. O caso envolve uma lista pesada: desvio funcional, violação de deveres, uso de documento falso e até recebimento de vantagem indevida. A decisão ainda depende de confirmação judicial para perda efetiva do cargo, mas o recado foi dado.
No fim das contas, a semana política da cidade mostra um cenário conhecido: articulações aceleradas, decisões polêmicas e instituições sendo colocadas à prova. Nada muito fora do roteiro, mas nem por isso menos preocupante.

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