Os bastidores da política de Balneário Camboriú estão movimentados. Quem voltou a chamar a atenção foi o vereador Jair Renan Bolsonaro (PL). Desta vez, não por um projeto ou pronunciamento na tribuna, mas por um vídeo que viralizou nas redes sociais, onde aparece sendo beijado por duas mulheres. O assunto rapidamente ganhou repercussão e, como sempre acontece nas redes, não faltaram comentários, piadas e especulações sobre a vida pessoal do vereador. Dizem que ele não gosta da fruta.
Enquanto isso, na Câmara de Vereadores, algumas pautas levantam questionamentos sobre as prioridades do Legislativo. O vereador Teco protocolou a Indicação nº 2202/2026, encaminhada à prefeita Juliana Pavan, solicitando fiscalização de um outdoor instalado na cidade. A peça publicitária mostra um homem de cueca com a frase “não estamos vendendo cueca” e direciona para o site de um fotógrafo de Joinville especializado em ensaios sensuais masculinos.
A iniciativa gerou debate. Há quem considere legítima a preocupação com o conteúdo exposto em espaços públicos, mas também há quem entenda que, diante dos inúmeros desafios enfrentados pela cidade, o tema está longe de ser prioridade. Para muitos moradores, parece que falta o que fazer na Câmara.
Nos corredores políticos, outra disputa vem movimentando o cenário local. Foi confirmado que suplentes do PL (Arlindo Cruz e Moi) estão buscando a cassação dos mandatos dos vereadores Victor Forte e Guilherme Cardoso, atualmente filiados ao Republicanos. Guilherme se manifestou publicamente, afirmando que sua filiação ocorreu de forma regular, com respaldo da Executiva Nacional do Partido Liberal e incentivo do governador Jorginho Mello, presidente estadual da sigla.
O episódio promete desdobramentos jurídicos e políticos, evidenciando que a disputa partidária para as eleições futuras já começou muito antes do esperado.
E por falar em embates, a troca de farpas entre o vereador Marcelo Achutti e o deputado estadual Carlos Humberto continua dando o que falar. O motivo é o Hospital Ruth Cardoso. Achutti cobrou mais fiscalização e criticou o que considera omissão de lideranças políticas diante das denúncias envolvendo a unidade de saúde. Em tom duro, afirmou que alguns parlamentares precisam “tirar a bunda da cadeira” para acompanhar de perto a situação.
A resposta veio rapidamente. Carlos Humberto classificou a postura do vereador como “pirotecnia política”, defendendo que seu trabalho de fiscalização está sendo realizado e que os processos envolvendo a estadualização do hospital seguem dentro do cronograma previsto.
No fim das contas, enquanto os políticos trocam acusações, protocolam pedidos e protagonizam polêmicas, a população segue aguardando soluções concretas para problemas que impactam diretamente o dia a dia da cidade. Afinal, mais importante do que os bastidores da política é aquilo que efetivamente chega à ponta para melhorar a vida do cidadão.

GIPHY App Key not set. Please check settings