Entre coronavírus e política
De fato estamos vivendo um 2020 parecendo roteiro de filme, uma pandemia mundial que abalou nosso planeta, mesmo alguns querendo negar a realidade, estamos vivendo um momento complicado, inimaginável alguns meses atrás. Nesse filme temos vários atores, trilha sonora e um roteiro digno de grandes produções.
A trilha sonora

O grande sucesso do momento é os EMBALISTAS, depois do primeiro turno das eleições passada a classe política como sempre mesmo não entendendo muito de surf, aproveitou a onda Bolsonaro para surfar, alguns esqueceram os discursos e posicionamentos passados, tentaram usufruir de um colégio eleitoral que não é seu, triste constatar que a grande parte de nossos políticos muda conforme o vento, atrás de uma aprovação em um momento de repúdio da população com a classe política, nesse samba do crioulo doido é difícil conseguir acreditar nesses discursos vazios, que em muitas vezes deixam de discutir os problemas municipais para polêmicas que pouco condizem com nossa realidade regional.
Nossos atores

No início dessa crise chamada Coronavírus, alguns atores se destacaram, tiveram pulso firme para implementar medidas radicais de combate ao vírus no início da pandemia, mas como um efervescente tiveram curta duração, nosso ator principal é o governador bem trapalhão Carlos Moisés, que superando o grande ator de comédia, Peter Sellers conseguiu se envolver em uma trapalhada atrás da outra, inicialmente suas medidas preventivas foram caindo uma atrás da outra com a pressão pública, depois quis implementar um hospital de campanha milionário de 75 milhões, na Marejada em Itajaí, mas após diversas denúncias de superfaturamento desistiu da ideia e por fim conseguiu realizar sua cena principal, realizou a compra de 33 milhões em respiradores, mas calma (suspense) pagou o valor antecipado dessa compra, de uma empresa que nem o boteco de esquina ia pagar antecipado, achou um absurdo? Calma o nosso governador bem trapalhão não para por aí, conforme informações desses 33 milhões, na conta da empresa foram bloqueados pela justiça menos de 500 mil reais. E o restante desse dinheiro? O gato comeu, cadê o gato? Sumiu… Como ator coadjuvante temos o prefeito Fabrício Oliveira, que é muito bom no discurso, mas na prática não consegue manter a mesma sintonia, podemos elencar várias de suas promessas que dificilmente serão cumpridas. A mais recente foi durante a pandemia, a promessa da compra de 150 mil testes de coronavírus para testar toda população, que até agora nada desses testes, mas tomará que não compre do mesmo fornecedor do governador.
O roteiro
Enquanto grande parte da população sofre os reflexos dessa crise de saúde pública e econômica, os políticos estão mais preocupados com seus interesses, enquanto empresários estão tendo que decretar falência e empregados sendo demitidos, com redução dos postos de trabalho a classe política não demonstra muitas ações e somente discursos que se perdem ao vento, as medidas eficazes para amenizar a crise de fato não surgiram, governantes estaduais e municipais suplicam auxilio para o governo federal para manter a estrutura governamental diante desta crise, de contrapartida os governantes vão ter que congelar reajustes e novas contratações dos servidores até o final de 2021, mas o que podemos observar é lacunas que deveriam ser exigidas também, podemos usar como exemplo a prefeitura municipal de Balneário Camboriú que atualmente tem aproximadamente 500 estagiários, mais de 300 comissionados, num total de mais de 7.400 servidores, necessitamos urgentemente um enxugamento da máquina pública, coisa que não observamos nós últimos anos, nem a prometida reforma administrativa foi realizada, a medida de redução salarial dos comissionados por 60 dias e das comissões é uma medida paliativa, necessitamos de medidas efetivas.
Continuo torcendo para um final feliz desse filme o quanto antes, pois nosso povo merece.


GIPHY App Key not set. Please check settings